Quando iniciar o processo de acreditação hospitalar?

Iniciar um processo de acreditação hospitalar será uma decisão fácil se a instituição tiver processos padronizados, gerenciar adequadamente rotinas e racionalizar a utilização de recursos, elementos básicos para a eficiência e qualidade das operações internas. Mas pode ser uma decisão cada vez mais complexa se a instituição esperar esses elementos como resultados do processo de acreditação1.

A medida que o conhecimento sobre o tema avança os padrões são atualizados e, consequentemente, aumenta a complexidade para as instituições iniciantes.

Não há como reverter a velocidade desse processo, pois não é o único que avança. O ambiente sofre mudanças devido aos avanços tecnológicos, alterações na economia, na legislação e a disponibilidade de recursos também influenciam. A única forma de acompanhar as mudanças nos padrões de qualidade é acelerar as iniciativas internas e embarcar.

Uma vez iniciado o processo o ritmo de aprendizado das equipes é vigoroso e em pouco tempo todos se ajustam à velocidade, pois cada nova informação agregada encontrará conexão com o conhecimento já adquirido. A periodicidade das avaliações, estabelecida pelas instituições acreditadoras, também compõem esse complexo sistema de qualidade e segurança do paciente com uma função adicional: manter as conquistas obtidas.

Obter o manual de padrões para a acreditação e iniciar a preparação é um passo importante, lembrando que será necessário, um amplo processo educacional para discutir de forma aprofundada os detalhes do modelo adotado. Vincular o início do processo ao período de atualização dos padrões pode fazer alguma diferença. Assim que for publicada uma nova versão dos padrões você inicia o processo e, assim sua instituição terá três anos para aprofundar seus conhecimentos e se adequar aos padrões para obter a acreditação. Mas é importante lembrar que a sensibilização das equipes e estudo dos padrões deve iniciar antes, pois assim sua equipe terá a dimensão das mudanças que ocorrem nas revisões. Mas o prazo já estará definido, se perder o primeiro prazo deverá se ajustar ao novo padrão com mais rapidez ainda.

No início o processo de acreditação hospitalar requer um trabalho de sensibilização para a mudança que se apresenta e, como ocorre em qualquer mudança, é necessário enfrentar a resistência de alguns grupos profissionais. A adesão dos profissionais, incluindo liderança, corpo clínico e colaboradores foi apontada como uma das principais dificuldades no relato de caso apresentado por Moreno, Dias e Kelian no Qualihosp 20152. As outras dificuldades citadas foram a disseminação da cultura da qualidade e segurança, aspectos financeiros e a estrutura físico-funcional.

Nesse cenário é importante lembrar que a visão estratégica da qualidade não aconteceu da noite para o dia. Esse movimento tem suas bases na cultura norte americana, na qual os programas de qualidade estavam baseados em controles de processos, custos da qualidade e zero defeitos. Mas diversas forças externas contribuíram relacionando as perdas de rentabilidade e de participação no mercado com a má qualidade, além de processos de indenização e pressões do governo. A qualidade passou a ser definida então, do ponto de vista do cliente. Mas essa definição esbarrou no atendimento das especificações técnicas, que passou a ser secundária com o surgimento de outras demandas, como por exemplo a pesquisa de mercado3.

Relatos informais colhidos durante a participação em cursos e eventos destacam que não existe um único modelo bem-sucedido de gestão estratégica da qualidade. As necessidades são diferentes, as culturas organizacionais são diversas, mas mesmo assim existem temas comuns a todas as empresas que buscam melhorar a qualidade de seus produtos que é o alinhamento, a união de esforços de empregados e gerentes em torno da qualidade.

Não basta ter uma orientação da alta direção para que um programa de qualidade de fato seja implementado, assim como também não é suficiente um movimento apenas da base operacional. É preciso unir os esforços associando-os diretamente aos objetivos da empresa e a história tem evidenciado que isso garantiu a sobrevivência de muitas empresas.

A busca pela qualidade na saúde é inevitável, pois não há como suportar os custos de retrabalho, de processos ineficientes e eventuais processos em fóruns legais que influenciam negativamente a imagem da instituição.

Se a sua instituição ainda não começou, defina um caminho e start o processo. É aprendizado garantido.

 

Referências:

1- Araújo CAS, Figueiredo OHS, Figueiredo KF. O que motiva os hospitais brasileiros a buscar acreditação? Revista de Gestão em Sistemas de Saúde. [publicação on-line] 2015. [acesso em 1 mar 2017]. Disponível em: http://www.coppead.ufrj.br/upload/publicacoes/111-819-1-PB_1.pdf.

2- Moreno MCTS, Dias KC e Kelian, A.R. Pesquisa de Abandono de Certificação de Qualidade em Saúde. ANAIS do Qualihosp; 82-83, 2015. São Paulo.

3- Garvin, D. Gerenciando a Qualidade: a visão estratégica e competitiva. Rio de Janeiro, Qualitymark Ed., 1992.

O site está de cara nova!

No universo da qualidade estamos constantemente mensurando, analisando e propondo melhorias, o que gera mudanças em todos as dimensões. Com a gestão do site não foi diferente e decidimos mudar, transformá-lo.

Essa iniciativa mantém o alinhamento à proposta inicial que é contribuir para a transformação e também com o aprimoramento contínuo, uma necessidade real na área de gestão da qualidade em saúde. E isso não é só uma percepção minha, mas também a de experts como Couto e Pedrosa:

 as organizações não suportarão mais custos relacionados com a má qualidade, tais como custos de retrabalho, custos com processos ineficientes, custos de eventuais processos nos organismos de defesa do consumidor ou outros fóruns legais.”

Começamos com a transformação dos cursos em auto-instrucionais, cujo maior benefício é o estimulo a autoaprendizagem, para promoção de participantes com maior responsabilidade pelo seu desenvolvimento profissional e capazes de associar o conhecimento adquirido à prática. Outro benefício é permitir a inscrição a qualquer momento, não sendo necessário aguardar formação de turma atendendo assim às necessidades individuais dos interessados.

Atualmente todos os cursos seguem esse formato e são gratuitos.

Mas afinal o que mudou no site? Agora ele tem todos os recursos para interação com os leitores e assinantes. Outra mudança importante foi a adaptação do conteúdo, inicialmente desenvolvido para o AVA Moodle, para o formato de página web desenvolvida em WordPress.

Adoro o Moodle, mas estava ficando impossível  trabalhar com ele sem um programador expert. As mudanças promoveram um período de intensa aprendizagem e busca sobre plugins, pois tudo nesse WordPress funciona a base de plugin, mas vou falar a respeito deles em outro post. Naveguem à vontade e postem suas impressões.

Referência:

COUTO R.C.; PEDROSA T.M.G. Hospital: Acreditação e gestão em saúde. 2. Ed. – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.

Publicações digitais da Unesco serão totalmente livres

A Unesco decidiu tornar suas publicações digitais disponíveis grratuitamente para milhões de pessoas ao redor do mundo, sob licença aberta. Seguindo uma decisão da equipe executiva da Organização, em abril, a Unesco passou a ser a primeiro braço das Nações Unidas a adotar esse tipo de política — que permite a qualquer pessoas baixar, traduzir, adaptar distribuir e compartilhar os conteúdos do banco de publicações e informações, sem qualquer pagamento.

Janis Karklins, diretora para Comunicação e Informação da Unesco, anunciou a nova política durante a Cúpula Mundial no Forum da Sociedade da Informação, em Genebra, dia 13 de maio.

“Os pesquisadores de todos os países, especialmente dos países menos desenvolvidos e em desenvolvimento se beneficiarão do acesso livre ao conhecimento”, disse Janis. “A nossa nova política permitirá aumentar a visibilidade, a acessibilidade e a distribuição rápida de nossas publicações”.

Ao adotar esta nova política, a UNESCO alinha a sua prática ao seu trabalho de defesa do acesso aberto e reforça o seu compromisso com o acesso universal à informação e ao conhecimento.

O movimento de Acesso Aberto (OA) nasceu na comunidade científica para enfrentar os custos crescentes da literatura científica, que é essencial para os pesquisadores. Uma vasta gama de universidades, instituições e governos o apoiam como uma alternativa ao modelo tradicional de disseminação de conhecimento por meio de publicações acadêmicas caros.

A partir de julho de 2013, centenas de publicações digitais da Unesco estarão disponíveis para os usuários em um novo repositório de acesso aberto com uma interface multilíngue. Todas as novas publicações serão lançadas com licença aberta. A Unesco também vai buscar formas de aplicar a decisão de forma retroativa, ou seja, para obras já publicadas. Co-editores serão fortemente incentivados a aderir aos requisitos da nova política.

Com informações de ARede e Unesco.

Fonte: Revista Espírito Livre

Dicas para estudar a distância v2

”Educação a distância: ruptura temporal do processo de educação; mediação por um aparato tecnológico; flexibilidade na estruturação dos conteúdos e ênfase na autonomia do aluno.” 1

A educação a distância tem hoje uma grande aliada, a tecnologia, e requer um novo papel dos envolvidos nela. É preciso buscar o autoconhecimento e identificar qual é o estilo de aprendizagem individual para melhor aproveitamento das oportunidades. Por isso, a Sinapses-ead propõe 11 dicas para nortear suas escolhas e sua participação na modalidade de educação mais conectada e sem fronteiras que existe.

 

DICAS PARA ESTUDAR A DISTÂNCIA

1 – Prepare-se para a EAD

Uma das principais características da EAD é interatividade como recurso para o aprendizado. Na Sinapses-ead, a construção coletiva e a interação entre os participantes são muito valorizadas nas atividades propostas e os insumos didáticos oferecidos demonstram a importância da interatividade, mas lembre-se sempre dos fatores que possibilitaram o surgimento e o posterior desenvolvimento da EAD:

– Necessidade de adaptação às constantes mudanças no mundo em todos os setores; 2

– Exigência de atualização permanente dos conhecimentos; 2

A demanda por profissionais mais capacitados e multiespecializados em técnicas é uma característica da sociedade do conhecimento e normalmente esses profissionais não são formados nas instituições de ensino 3, então você certamente encontrará a EAD no ambiente corporativo, mas com outra denominação. No ambiente corporativo essa modalidade de ensino é mais conhecida por e-Learning.

2 – Faça a escolha certa e seja persistente

Pesquise o tema escolhido para cursar na modalidade EAD e verifique qual ambiente virtual de aprendizagem é utilizado. Peça uma demonstração ou um acesso para testar sua adaptabilidade. Hoje em dia as instituições estão abertas para receber todas as dúvidas dos interessados e oferecer informações adicionais que vão auxiliá-los na escolha. A melhor forma de ter sucesso em qualquer área de sua vida é enfrentar os desafios que se apresentam. Seja persistente e não desista.

O exercício de refletir sobre os compromissos assumidos em nossa vida diária e o estabelecimento de prioridades, bem como uma rotina de estudos são fundamentais em um curso a distância e serão úteis ao longo de toda a vida. 4

3 – Equipamentos, programas e aplicativos

Verifique os requisitos técnicos para a realização do curso escolhido e o navegador de internet que você costuma usar. A maioria dos cursos são testados quanto à visualização e funções, em todos os navegadores, mas isso não quer dizer que não possa ocorrer algum erro devido a velocidade da conexão ou taxa de transmissão de dados. Esteja atento!

Vários programas e aplicativos podem complementar as atividades educativas e ocasionalmente podem ser acessados fora do ambiente virtual de aprendizagem. A grande maioria tem interface intuitiva, mas sempre vai exigir do participante uma postura ativa para o enfrentamento da necessidade de atualização e adaptação com o uso da nova tecnologia.

4 – Organize-se

Planejamento é essencial em qualquer modalidade de estudo, mas na EAD é necessária muita disciplina, pois as atividades têm prazos e, geralmente, a avaliação considera sua participação durante o período de realização da atividade. Defina um número de horas para estudo diário e revise sua agenda semanalmente. Planejamento do tempo e organização são características do aluno virtual bem-sucedido.

5 – Concentre-se

Reserve um local apropriado para os estudos e fique bem longe do que pode desviar sua atenção, como televisão, celular e mídias sociais. Interromper a leitura várias vezes para ver as mensagens que chegam comprometem o aprendizado e o ritmo da leitura. Na EAD uma característica dos textos são os hiperlinks para materiais complementares que já contribuem para a escolha de caminhos individuais.

6 – Não deixe tudo para a última hora

Estudar horas seguidas é cansativo e pode comprometer seu aprendizado. Defina um número de horas para estudo diário, essa é uma estratégia de estudo conhecida como prática distribuída, cujo maior benefício é aumentar a retenção de conhecimento adquirido. Os fóruns de discussões, questionários e atividades de pesquisas são propostos visando a prática e a reflexão da teoria apresentada. É necessário ter compromisso com a própria aprendizagem e com o grupo. Além disso, na EAD a aprendizagem é colaborativa e a comunicação é interativa. As atividades requerem a participação ativa e as atividades em grupo são valorizadas.

7 – Interação e motivação

Grupos mais jovens estão acostumados com a interação online e os mais velhos precisam aprender a se relacionar com pouco e/ou sem contato físico. Os tutores podem dar suporte aos participantes ou mesmo os colegas podem oferecer um “ombro amigo” nas horas de desânimo. Com o tempo todos se adaptam ao contato online e também há possibilidades de chamadas com vídeo para “diminuir” a sensação de isolamento. Sempre é bom ouvir a voz de outro participante ou do tutor.

8 – Participe e comente

A comunicação pessoal e a grupal são componentes interligados e inseparáveis no processo de aprender continuamente. 5 A aprendizagem acontece quando processamos informações novas correlacionando-as com o conhecimento e experiências prévias.

No ambiente virtual perdemos a linguagem corporal – postura, gestos e expressão facial –, e assim não há como saber sua reação face ao conteúdo ou atividade que está sendo abordado. Portanto, participação e comentários são fundamentais.

Sinta-se à vontade para compartilhar suas experiências com os colegas, pois num curso a distância os conhecimentos e significados são construídos em conjunto por meio da participação de todos no ambiente virtual. 6

Na EAD há estratégias para compensar a perda da linguagem corporal como o uso de emoticons e o famoso “internetês”, mas use sempre com cuidado e sem exagero. Lembre-se que o importante é seu posicionamento crítico face ao conteúdo que está sendo abordado.

9 – Postura ética

Não tente se enganar: com a internet é muito fácil copiar indevidamente o trabalho de outras pessoas, mas o que isso lhe acrescenta? Aproveite a oportunidade para desenvolver e/ou exercitar a habilidade da escrita. Citar e incluir trechos dos trabalhos de outras pessoas para fundamentar sua análise é uma prática recomendável, desde que a fonte seja citada. Aproveite esses momentos para trocar opiniões sobre os artigos e revistas pesquisadas.

10 – Revise o material de estudo

Fazer todas as atividades propostas não significa que você realmente absorveu o conteúdo. Na EAD o material de estudo está disponível e organizado em um único lugar – o que facilita o acesso e a revisão. Releia sempre que sentir que não domina o assunto e aproveite para esclarecer suas dúvidas nos fóruns durante o andamento do curso.

11 – Mantenha-se conectado

Os meios de comunicação estão de modificando. As mídias sociais assumiram um lugar de destaque no que diz respeito a circulação de informação e por proporcionar contato constante e de diversas formas (textos curtos, imagens, conteúdos informativos, vídeos, etc.) podem se configurar em uma rede social de conhecimento. Isso significa instigar a busca do conhecimento a todo instante, proporcionando a criação do hábito da curiosidade cognitiva nos estudantes. 7

Clique aqui para baixar a versão em pdf

Referências

1 SOUSA, R.P., MOITA, F.M.C.S.C., CARVALHO, A.B.G. (Org.). Tecnologia digitais na educação – Campina Grande, PB: EDUEPB, 2011. p. 238

2 CARNEIRO, Maria Lúcia Fernandes. Instrumentalização para o ensino a Distância – Coordenado pelo Curso de Graduação Tecnológica – Planejamento e Gestão para o Desenvolvimento Rural da SEAD/UFRGS – Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2009. p. 36

3 O e-Learning como ferramenta estratégica para o treinamento e o desenvolvimento de pessoas de organizações, 2013, disponível em: <http://www.abed.org.br/site/pt/midiateca/textos_ead/1100/2013/04/http//www.abed.org.br/media/artigo_elearning.pdf> Acesso em 02, mar. 2016.

4 CARNEIRO, op. cit., p. 58

5 MORAN, J. Autonomia e colaboração em um mundo digital – Revista Educatrix, n.7, 2014, Editora Moderna. Disponível em: <http://www2.eca.usp.br/moran/wp-content/uploads/2013/12/autonomia.pdf> Acesso em 1, mar. 2016.

6 CARNEIRO, op. cit., p. 56

7 RENÓ, D.P., VERSUTI, A.C. e RENÓ, L.T.L. Educação: uma nova perspectiva a partir da Transmediação e Conectivismo. Revista da Associação Brasileira de Tecnologia Educacional, v. 31, jan/mar/2011. p. 27

Razão e emoção: componentes fundamentais do conhecimento

A Sala de Imprensa do Simpósio Hipertexto conversou com José Moran, professor, pesquisador e gestor de cursos online da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (Eca/USP). Em uma engajada entrevista digital o conferencista do evento nos revelou muito da sua linha de pensamento sobre a evolução da educação. O resultado do bate-papo você pode ler a seguir:

José Manoel Moran, professor da Universidade de São Paulo (USP) participará da 5ª edição do Simpósio Hipertexto e Tecnologias da Educação: evento que tornou Recife parada obrigatória para estudiosos de todo o País. Na ocasião o pesquisador promoverá um debate decisivo para os rumos da sociedade: como tornar viável a Educação Humanista, que enfrenta o desafio de reaproximar razão e emoção. Ao procurar respostas, o estudioso aponta maneiras de enfrentar um dos mais resistentes mitos pavimentados pelo Ocidente: a ideia de que pensar e sentir são opostos irreconciliáveis.

Moran atua como pesquisador e gestor de cursos online, além de ser autor de diversos livros, como Educação a Distância – Pontos e Contrapontos e A Educação Que Desejamos – Nossos Desafios e Como Chegar Lá. Neles, o autor investiga como a dificuldade de gerenciamento das emoções e da ética torna a aprendizagem lenta: ponto de vista que contesta a crença tradicional de que lentidão no aprendizado é sintoma de déficit intelectual.

Os estudos do pesquisador apontam as tecnologias da informação e da comunicação como aliadas no processo que torna a educação humanista componente indispensável ao bem-estar das pessoas e das organizações, dentre as quais as escolas e as empresas.

Pensando a educação como uma resultante de forças, razão e emoção não seriam vetores opostos, que paralisariam o sistema? Como conciliar razão e emoção em torno do que você chama de Educação Humanista Inovadora?

Prof. José Manuel Moran – Razão e emoção são componentes fundamentais do conhecimento. A separação que fizemos no ocidente durante dois mil e quinhentos anos (desde Platão e Aristóteles) não se sustenta cientificamente, à luz dos estudos atuais sobre a mente humana (como, por exemplo, os do Antônio Damásio).

A educação só faz sentido se se preocupa com as pessoas como um todo, com a sua inteligência, sensibilidade, emoção, atitudes e valores. A educação faz sentido se for integral, integrada, abrangente. A educação humanista é o processo de ajudar as pessoas a que aprendam a evoluir em todas as dimensões, e para que consigam fazer melhores escolhas em todos os campos.

O equilíbrio entre razão e emoção nos ajuda a compreender, sentir, decidir e agir de forma mais coerente e estimulante. Infelizmente, a maior parte das pessoas tem dificuldades em fazer essa integração; por isso, complicam sua vida e a dos que convivem com elas. Todas as decisões racionais sofrem a interferência de nossas emoções e de outras componentes mais complexas como as culturais.

Quanto mais nos desenvolvemos racionalmente e emocionalmente, mais clareza vamos adquirindo das interferências nas nossas decisões. Por isso, a educação humanista é importante: para avançarmos na consciência do conhecimento complexo, que leva em consideração todas as variáveis pessoais e sociais.

Fonte: Assessoria do evento

Manual Brasileiro de Acreditação – ONA passa por consulta pública

O Manual Brasileiro de Acreditação das Organizações Prestadoras de Serviços de Saúde, que estabelece os padrões para o processo de acreditação das organizações de saúde, acaba de passar por mais uma revisão. O processo, que teve início em janeiro, foi coordenado pela equipe técnica da ONA – Organização Nacional de Acreditação e contou com a participação de representantes das Instituições Acreditadoras Credenciadas (IACs), que integram o Sistema Brasileiro de Acreditação (SBA) e de profissionais especialistas convidados.

A minuta do novo texto passa agora por consulta pública, ficando disponível no período de 25 de março a 11 de abril, no Portal da ONA (www.ona.org.br), para receber sugestões. A ONA está convidando instituições técnicas e científicas que atuam na área de saúde para contribuir com o processo, mas todos os interessados podem participar e não há necessidade de inscrição. As contribuições deverão ser encaminhadas para o e-mail ona@ona.org.br até o dia 11 de abril.

Realizada de quatro em quatro anos, a revisão do manual da ONA tem como objetivo atualizar os padrões desse importante instrumento, que é utilizado pelas organizações de saúde que buscam a certificação ou a renovação da acreditação, visando a melhoria do seu desempenho gerencial e assistencial. Atualmente, o manual das OPSS é aplicável às seguintes organizações de saúde: hospitalar; hemoterapia; laboratório; terapia renal substitutiva; diagnóstico por imagem, radioterapia e medicina nuclear; ambulatório e/ou pronto atendimento; e atenção domiciliar.

A última revisão foi em 2010 e esta edição que está em processo de revisão passará a vigorar a partir de janeiro de 2014.

Para acessar a consulta pública clique aqui.

Fonte: www.ona.org.br

Dicas para estudar a distância

A educação a distância tem hoje uma grande aliada, a tecnologia, e requer um novo papel dos envolvidos nela. É preciso buscar o autoconhecimento e identificar qual é o estilo de aprendizagem individual para melhor aproveitamento das oportunidades. Por isso, a Sinapses-EAD propõe 10 dicas para nortear suas escolhas e sua participação na modalidade de educação mais conectada e sem fronteiras que existe.

Nossa experiência em outros contextos corporativos nos mostrou que a interdisciplinaridade é um caminho para se ampliar a visão e a compreensão de um tema sob múltiplas perspectivas. Conhecer caminhos já trilhados por outras pessoas nos faz perceber que não estamos sós e, muitas vezes, a dimensão do problema tende a reduzir por termos percebido uma forma de lidar com a situação, isso desconstrói nossa percepção inicial e, assim, reconstruímos nossa visão da situação, muito mais fortalecidos.

Para que você tenha sucesso ao ingressar num curso a distância preparamos algumas dicas com os principais tópicos a serem observados. Esperamos que esse material auxilie você na escolha e participação bem-sucedida em um curso online.

Clique para fazer o downloadDicas para Estudar a Distância

Comunidades de Prática e aprendizagem contextualizada

Comunidades de Prática podem ser definidas com um grupo informal de pessoas que interagem regularmente para compartilhar as mesmas práticas, interesses ou objetivos de trabalho.

O termo Comunidade de Prática – CoP –, foi criado em 1991 por Jean Lave e Etienne Wenger ao estudarem como as pessoas aprendem. Esse estudo revelou que o aprendizado envolve, além da interação mestre e aprendiz, um componente social, a troca de ideias em grupo.

A sociedade em ritmo crescente de complexidade exige de todos o desenvolvimento da capacidade de aprender de forma continuada, pois na prática profissional lidamos com situações imprevistas o tempo todo e a cadência das mudanças é cada vez mais acelerada. A prática profissional apresenta ainda outros componentes que exigem desenvoltura, as zonas de ambiguidades e indeterminação.

Para organizar a percepção da realidade por grupos que desenvolvem uma prática comum, promover aprendizagem contextualizada, benchmarking e inovação as Comunidade de Prática ganham destaque. Com o avanço da tecnologia e dos ambientes de interação proporcionados pela Internet 2.0, interação muito valorizada na educação a distância, as Comunidades de Prática apresentam vantagens na configuração virtual, uma vez que possibilitam formas de comunicação síncrona e assíncrona, rápida, flexível e de baixo custo.

A Sinapses-EAD acredita nesta proposta e já criou um espaço para promover a aprendizagem contextualizada. Você conhece? Clique aqui!

Confira outras iniciativas relacionadas às Comunidades de Prática:

– Canadian Patient Safety Institute

– Comunidade Prática Internacional para apoiar o fortalecimento institucional da BIREME

Você participa ou conhece alguma Comunidade de Prática? Acesse nossa página no Facebook e compartilhe!

Por Silvia Brasil

SciELO Brasil lança portal de livros eletrônicos

Foi lançado em 30 de março, durante evento na Universidade Estadual Paulista (Unesp), em São Paulo, o portal SciELO Livros.

Integrante do programa Scientific Eletronic Library Online SciELO Brasil – resultado de um projeto financiado pela FAPESP em parceria com o Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (Bireme), o portal visa à publicação on-line de coleções de livros de caráter científico editados, prioritariamente, por instituições acadêmicas.

A iniciativa pretende aumentar a visibilidade, o acesso, o uso e o impacto de pesquisas, ensaios e estudos realizados, principalmente, na área de humanas, cuja maior parte da produção acadêmica é publicada na forma de livros.

“Uma porcentagem significativa de citações que os periódicos SciELO fazem, principalmente na área de humanas, está em livros. E como um dos objetivos da coleção SciELO é interligar as citações entre periódicos, a ideia é também fazer isso com livros”, disse Abel Packer, membro da coordenação do programa SciELO, à Agência FAPESP.

De acordo com Packer, a ideia do projeto foi sugerida em 2007 pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e foi iniciado em 2009 sob a liderança e financiamento de um grupo formado pelas editoras da Universidade Estadual Paulista (Unesp), Universidade Federal da Bahia (UFBA) e Fiocruz.

O desenvolvimento da plataforma metodológica e tecnológica contou com a cooperação da Bireme, e a execução do projeto teve apoio institucional e de infraestrutura da Fundação de Apoio à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Inicialmente, o portal reunirá cerca de 200 títulos, distribuídos mais ou menos igualmente entre as editoras das três universidades. A partir do lançamento, a expectativa é que a coleção possa contar com a adesão de outras editoras acadêmicas.

Para integrar o portal, as editoras e as obras são selecionadas de acordo com padrões de controle de qualidade aplicados por um comitê científico e os textos são formatados de acordo com padrões internacionais que permitem o controle de acesso e de citações.

A publicações poderão ser lidas por meio de plataformas de e-books, tablets, smartphones ou na tela de qualquer computador, acessadas diretamente do portal ou de buscadores na internet, como o Google, e também serão publicadas em portais internacionais.

“A ideia é contribuir para desenvolver infraestrutura e capacidade nacional na produção de livros em formato digital e on-line, seguindo sempre o estado da arte internacional”, explicou Packer.

Segundo ele, a plataforma metodológica e tecnológica desenvolvida para publicação de livros eletrônicos para a coleção da SciELO Brasil deverá ser utilizada por outros países que formam a rede SciELO para publicar suas coleções nacionais, com gestão autônoma.

Fonte: Agência Fapesp. Para saber mais clique aqui.

Para acessar o Portal SciELO Livros: http://books.scielo.org

Conhecendo o AVA

Nosso curso Conhecendo o Ambiente Virtual de Aprendizagem, com apenas dois meses de apresentação, já recebeu inscritos de 7 estados brasileiros. Esse movimento demonstra o quanto é importante investir em novas formas de aprendizagem, especialmente a aprendizagem mediada por tecnologias, e na utilização da Internet para promover o intercâmbio cultural e educacional.

Os estados brasileiros representados em nosso Ambiente Virtual de Aprendizagem – AVA – são:

  • Rio Grande do Sul;
  • São Paulo;
  • Minas Gerais;
  • Pernambuco;
  • Rio Grande do Norte;
  • Ceará; e
  • Maranhão.

Também destacamos aqui a autogestão da aprendizagem, pois a EAD possibilita trilhar caminhos personalizados e voltados para o desenvolvimento de habilidades específicas, diferencial proporcionado pela nossa proposta com este curso, uma vez que o participante fica livre para interagir com os recursos disponíveis, optando pelo apoio da tutoria, quando julgar necessário.