Habilidade para negociação: saiba como praticar

Estar apto para o mercado de trabalho atualmente requer preparo e desenvolvimento. Um tema muito presente no dia a dia de inúmeros postos de trabalho é Negociação. Portanto aperfeiçoar essa habilidade é desejável e necessário.

Mas afinal como desenvolver e aprimorar habilidades que não tivemos oportunidades de praticar?

Vamos começar com os conceitos: habilidades estão associadas ao saber fazer e competências à capacidade de fazer bem e saber o que fazer.

Para aprofundar um pouco nossos conhecimentos sobre esses conceitos pesquisamos sobre o termo competência e identificamos a proposta de Fleury e Fleury

““…um saber agir responsável e reconhecido, que implica mobilizar, integrar, transferir conhecimentos, recursos, habilidades, que agreguem valores econômicos à organização e valor social ao indivíduo”.


Sobre habilidades podemos citar primeiramente as mais básicas, como ler e escrever, que estão alinhadas a competência de interpretação de um texto a partir de sua leitura. Com esses conceitos podemos dizer que as habilidades devem ser desenvolvidas na busca por competências.

Voltando para nosso objetivo observamos que em diversas situações do nosso cotidiano temos a oportunidade de desenvolver algumas das habilidades relacionadas as competências que o ambiente organizacional demanda. Ocorre que nem sempre damos a devida importância a essas situações. Você já pensou nisso?

A habilidade para negociação pode ser desenvolvida nas mais diversas situações cotidianas tais como aquisição de produtos, reduções de taxas de serviços, concessões  entre outras, se estivermos atentos e valorizarmos cada situação em que o processo de negociação possa ser aplicado.

Negociação é um processo dinâmico e não linear e na literatura encontramos:

“a negociação efetiva demanda ciclos rápidos de aprender, adaptar e influenciar.”

O que podemos destacar? A aprendizagem não pode ser passiva. Comece comparando as situações de suas experiências anteriores e enumere os passos.  Visualizar sua atuação em etapas que mostram o caminho percorrido pode ser uma forma de identificar o que foi feito e estabelecer uma metodologia de aprendizado com suas próprias experiências.

  • analisar a situação e identificar as variáveis – preço, condições entre outras
  • relacionar elementos relevantes – tempo, taxas, comparar concepções prévias, dimensões, etc.
  • planejar a abordagem focando em interesses e criando opções para ganho mútuo
  • trabalhar com critérios objetivos

Você já reparou que em diversos momentos e situações cotidianas, como aproveitar descontos nas compras domésticas, requer o conhecimento do preço médio do produto que é uma variável? E nas promoções que condicionam os descontos à compra de várias unidades? Pacotes de internet móvel também são uma boa opção para você começar ou exercitar suas habilidades de negociação, mas lembre-se de elaborar uma estratégia perguntando a si mesmo:

” 1. Devo negociar?
2. Este é o momento?
3. Ser comedido ou apostar tudo? ”

Esse é um caminho possível, então comece a utilizar essas oportunidades para analisar as variáveis e os elementos relevantes, definir sua abordagem e assim ter mais propriedade para negociar em outras situações. Cada um tem seu perfil, mas todos podem aprender estratégias que vão aprimorar a forma de se comunicar e persuadir.

Alguns filmes de cinema também abordam o tema negociação, você já assistiu algum? Compartilhe aqui deixando seu comentário  ; )

Leia mais em:

Construindo o conceito de competência: RAC, Edição Especial, 2001
A Arte da Negociação: Como improvisar acordos em um mundo caótico / Michael WheeLer, tradução de Poliana Oliveira, 2014.

Validação, o que é e como fazer

Em nosso post anterior, 5 passos para definir indicadores, abordamos os aspectos práticos que devem ser observados na definição de indicadores e seus atributos. Esse é um tema que oferece muitas oportunidades de discussão, principalmente para quem está começando, quando as dúvidas são muitas. Mas lembre-se, feito é melhor que perfeito! Então vamos lá, mão na massa!

Uma vez definido e implementado os indicadores, um processo de comparação inicia-se e você vai avaliar seus resultados sempre em comparação com resultados anteriores e também frente as ações implementadas por você e sua equipe para o alcance das metas estabelecidas. 

Nesse movimento você irá observar se sua meta foi bem definida, se a metodologia que você utilizou foi a mais adequada dentre outros detalhes. Essa reflexão poderá trazer importantes contribuições e melhorias.

Mas como você garante a confiabilidade das informações geradas? Que a coleta de dados foi feita conforme estabelecido? Como você vai demonstrar que sua equipe está atenta a isso, garantindo assim a confiabilidade dos dados?  Qual evidência objetiva será apresentada frente a um questionamento?

Sim, a cada nova fase muitas são as perguntas que pipocam e na busca por respostas vamos melhorando o que esta feito.

Para responder as perguntas acima é recomendada uma validação dos dados, que consiste em uma nova coleta de dados, seguindo rigorosamente a descrição contida na ficha do indicador e realizada por outra pessoa não envolvida no processo. Essa ação pode demonstrar o que de fato ocorreu e deve ser registrada. Caso verifique uma inconsistência nos valores, busque uma explicação para o fato; houve erro de fórmulas, na consolidação dos dados, falhas de registros, etc. Se tudo estiver conforme planejado, melhor, pois o seu índice de confiabilidade será positivo. Esse processo, devidamente registrado, é uma validação ; )

A Anvisa também apresenta uma definição de validação:

“ato documentado que atesta que qualquer procedimento, processo, equipamento, material, atividade ou sistema realmente e consistentemente leva aos resultados esperados”

Como mencionado acima a validação é bem ampla e não se restringe a indicadores, se aplica também a processos, projetos e sistemas.

Retornando ao assunto, a partir do diagnóstico e análise elaborada na validação estará demonstrada a confiabilidade do resultado apresentado.

Por que é recomendado que outra pessoa, não envolvida no processo, realize a validação? As vezes estamos tão acostumados com uma atividade que a realizamos quase que mecanicamente. Outro olhar poderá estar mais atento aos detalhes que passaram, assim como poderá ter ideias para melhorias no processo.

No tema validação de indicadores, uma alteração inexplicável no resultado é um bom motivo para iniciar uma validação. Mudanças na fonte de dados (a coleta era manual e passou a ser informatizada, por exemplo), troca da pessoa responsável pela coleta de dados, publicação dos dados internamente ou na internet  e mudanças no escopo do indicador, são outros motivos recomendados.

Mas por onde começar se praticamente não encontramos referências sobre esse tema? Você pode colocar toda sua criatividade em ação, criar um grupo de discussão para desenvolver o tema ou pode ver experiências de outras instituições, fazendo um benchmarking.

Se você optar por estabelecer seu processo, crie um formulário para o registro da validação com campos específicos para contemplar cada uma das situações previstas e também para ações desencadeadas após a validação. Essas ações podem ser desde a correção da medição registrada inicialmente, melhorias na ficha do indicador (descrição de como será realizada a coleta de dados ou atualização da fonte de dados), entre outras. Registre o valor inicial e depois compare com o valor obtido na validação. Isso vai te dar um percentual de conformidade.

Cada realidade é única e o processo deve retratar a sua realidade. Lembre-se, um processo também passa por revisões e elas podem ser iniciadas a qualquer momento, sendo sempre bem-vindas.

Registre sistematicamente cada validação realizada e não esqueça de verificar se houve alteração nos resultados, pois este dado pode ser revelador com o tempo. Depois de um período você verá quais são os motivos mais frequentes e poderá propor novas ações.

Para finalizar destacamos:

  • com o objetivo de garantir a confiabilidade de seu indicador estabeleça um processo de validação
  • registre suas ações, valores iniciais e o caminho trilhado para a análise
  • defina as situações em que será necessária uma validação e aprimore seu processo

Quando começar não deixe de comentar aqui qual o caminho trilhado por vocês ; )

Saiba mais em:

Ministério da Saúde. RDC N 17 que dispõe sobre  as boas práticas de fabricação de medicamentos. Disponível em: https://bit.ly/2k11Oct

5 passos para definir indicadores

Assim como se estabelece metas é necessário deixar claro como será medida nossa performance frente as metas definidas. Para essa verificação é comum definirmos indicadores.

Indicador é uma medida, em geral quantitativa, dotada de significado, que oferece informações relevantes sobre as atividades e uso dos recursos subsidiando o planejamento e a avaliação. O indicador é quem vai te ajudar a alcançar sua meta.

Você deve estar pensando, mas como definir um indicador?

O primeiro passo é olhar para sua meta, o que você precisa alcançar ou controlar. Nesse campo você tem a fonte de dados e isso é a base para definir seu indicador.

Todo indicador tem uma fórmula escrita. Quer um exemplo bem prático? Pegue sua conta de energia elétrica ou de água, nelas você tem o consumo em kW (quilowatts) ou m3 em determinado período.

Nesse exemplo, a periodicidade da mensuração e quem realiza a coleta de dados está bem claro, assim como o responsável pela análise e proposição de ações, que no caso é você (rsrs). Mas digamos que você quer medir o alcance de uma ação de e-mail marketing.  Sua fonte de dados poderá ser o sistema utilizado para envio dos e-mails e a fórmula seria quantos e-mails foram lidos/sobre o total de e-mails enviados. Nessa etapa é importante olhar para o processo, identificar o que é crítico e impacta o resultado esperado.

Todo indicador deve ter um documento de referência, que pode ter denominações diferentes, tais como ficha de detalhamento do indicador ou simplesmente, ficha técnica, na qual deverá ser especificado todos esses detalhes.

Alguns aspectos que devem ser considerados no estabelecimento de indicadores:

  • Indicadores devem ser relevantes;
  • Ter baixo custo de obtenção dos dados;
  • Exigir pouco tempo na consolidação das informações;
  • Ser de fácil leitura e interpretação dos resultados;
  • Ter metas coerentes com a realidade.

Você consegue correlacionar esses aspectos com sua conta de energia elétrica? Esse é um bom exercício ; )

Na literatura encontramos alguns desses aspectos e eles são tratados como atributos necessários de um bom indicador. Esses 5 aspectos foram elaborados a partir da minha experiência com esse tema e de forma a facilitar a aplicação de seus estudos.

Se você estiver num ambiente organizacional, outro passo deve ser adicionado à lista: é necessário estabelecer como e onde os resultados serão compartilhados para acompanhamento pelos envolvidos no processo. Essa é a etapa da comunicação do desempenho.

Essa etapa é importante, pois funciona como um elemento motivador. Várias são as formas de comunicar e cada instituição adota uma ou mais. É comum ver os resultados em painéis de gestão à vista, nos murais das unidades ou em pautas de reuniões. As vezes utiliza-se mais de uma forma para garantir maior alcance e entendimento sobre os fatores que influenciam os resultados.

Dependendo do estágio de evolução da instituição podemos encontrar um sistema de medição estruturado e documentado, com dimensões para os indicadores e séries históricas longas mostrando o comportamento do indicador ao longo dos anos. Nesses casos ter benchmarking de resultados é uma iniciativa positiva e que pode enriquecer a análise.

Para finalizar vamos sintetizar e destacar os 5 passos:

1o passo: definir o que você precisa alcançar ou controlar

2o passo: estabelecer a periodicidade da mensuração e quem realizará a coleta de dados

3o passo: elaborar o documento de referência

4o passo: analisar se os 5 aspectos citados acima (relevância, custo, tempo, interpretação e coerência) foram considerados

5o passo: análise, plano de ação se necessário e comunicação dos resultados

Agora que você já tem um roteiro para definir seus indicadores que tal começar e compartilhar sua experiência ; )

Leitura recomendada

O tema indicadores é muito amplo e abrange diversas classificações que vamos comentar em outros posts. Um artigo que considero top e recomendo a leitura é Indicadores quantitativos: como obter, avaliar, criticar e aperfeiçoar, disponível em: http://navus.sc.senac.br

Referências

BITTAR, O.J.N.V. Indicadores de quantidade e qualidade em saúde. RAS – vol. 3, Nº 12 – Jul-Set, 2001

Dicas para estudar a distância

 

”Educação a distância: ruptura temporal do processo de educação; mediação por um aparato tecnológico; flexibilidade na estruturação dos conteúdos e ênfase na autonomia do aluno.” 1

A educação a distância tem hoje uma grande aliada, a tecnologia, e requer um novo papel dos envolvidos nela. É preciso buscar o autoconhecimento e identificar qual é o estilo de aprendizagem individual para melhor aproveitamento das oportunidades. Por isso, a Sinapses-ead propõe 11 dicas para nortear suas escolhas e sua participação na modalidade de educação mais conectada e sem fronteiras que existe.

 

DICAS PARA ESTUDAR A DISTÂNCIA

1 – Prepare-se para a EAD

Uma das principais características da EAD é interatividade como recurso para o aprendizado. Na Sinapses-ead, a construção coletiva e a interação entre os participantes são muito valorizadas nas atividades propostas e os insumos didáticos oferecidos demonstram a importância da interatividade, mas lembre-se sempre dos fatores que possibilitaram o surgimento e o posterior desenvolvimento da EAD:

– Necessidade de adaptação às constantes mudanças no mundo em todos os setores; 2

– Exigência de atualização permanente dos conhecimentos; 2

A demanda por profissionais mais capacitados e multiespecializados em técnicas é uma característica da sociedade do conhecimento e normalmente esses profissionais não são formados nas instituições de ensino 3, então você certamente encontrará a EAD no ambiente corporativo, mas com outra denominação. No ambiente corporativo essa modalidade de ensino é mais conhecida por e-Learning.

2 – Faça a escolha certa e seja persistente

Pesquise o tema escolhido para cursar na modalidade EAD e verifique qual ambiente virtual de aprendizagem é utilizado. Peça uma demonstração ou um acesso para testar sua adaptabilidade. Hoje em dia as instituições estão abertas para receber todas as dúvidas dos interessados e oferecer informações adicionais que vão auxiliá-los na escolha. A melhor forma de ter sucesso em qualquer área de sua vida é enfrentar os desafios que se apresentam. Seja persistente e não desista.

O exercício de refletir sobre os compromissos assumidos em nossa vida diária e o estabelecimento de prioridades, bem como uma rotina de estudos são fundamentais em um curso a distância e serão úteis ao longo de toda a vida. 4

3 – Equipamentos, programas e aplicativos

Verifique os requisitos técnicos para a realização do curso escolhido e o navegador de internet que você costuma usar. A maioria dos cursos são testados quanto à visualização e funções, em todos os navegadores, mas isso não quer dizer que não possa ocorrer algum erro devido a velocidade da conexão ou taxa de transmissão de dados. Esteja atento!

Vários programas e aplicativos podem complementar as atividades educativas e ocasionalmente podem ser acessados fora do ambiente virtual de aprendizagem. A grande maioria tem interface intuitiva, mas sempre vai exigir do participante uma postura ativa para o enfrentamento da necessidade de atualização e adaptação com o uso da nova tecnologia.

4 – Organize-se

Planejamento é essencial em qualquer modalidade de estudo, mas na EAD é necessária muita disciplina, pois as atividades têm prazos e, geralmente, a avaliação considera sua participação durante o período de realização da atividade. Defina um número de horas para estudo diário e revise sua agenda semanalmente. Planejamento do tempo e organização são características do aluno virtual bem-sucedido.

5 – Concentre-se

Reserve um local apropriado para os estudos e fique bem longe do que pode desviar sua atenção, como televisão, celular e mídias sociais. Interromper a leitura várias vezes para ver as mensagens que chegam comprometem o aprendizado e o ritmo da leitura. Na EAD uma característica dos textos são os hiperlinks para materiais complementares que já contribuem para a escolha de caminhos individuais.

6 – Não deixe tudo para a última hora

Estudar horas seguidas é cansativo e pode comprometer seu aprendizado. Defina um número de horas para estudo diário, essa é uma estratégia de estudo conhecida como prática distribuída, cujo maior benefício é aumentar a retenção de conhecimento adquirido. Os fóruns de discussões, questionários e atividades de pesquisas são propostos visando a prática e a reflexão da teoria apresentada. É necessário ter compromisso com a própria aprendizagem e com o grupo. Além disso, na EAD a aprendizagem é colaborativa e a comunicação é interativa. As atividades requerem a participação ativa e as atividades em grupo são valorizadas.

7 – Interação e motivação

Grupos mais jovens estão acostumados com a interação online e os mais velhos precisam aprender a se relacionar com pouco e/ou sem contato físico. Os tutores podem dar suporte aos participantes ou mesmo os colegas podem oferecer um “ombro amigo” nas horas de desânimo. Com o tempo todos se adaptam ao contato online e também há possibilidades de chamadas com vídeo para “diminuir” a sensação de isolamento. Sempre é bom ouvir a voz de outro participante ou do tutor.

8 – Participe e comente

A comunicação pessoal e a grupal são componentes interligados e inseparáveis no processo de aprender continuamente. 5 A aprendizagem acontece quando processamos informações novas correlacionando-as com o conhecimento e experiências prévias.

No ambiente virtual perdemos a linguagem corporal – postura, gestos e expressão facial –, e assim não há como saber sua reação face ao conteúdo ou atividade que está sendo abordado. Portanto, participação e comentários são fundamentais.

Sinta-se à vontade para compartilhar suas experiências com os colegas, pois num curso a distância os conhecimentos e significados são construídos em conjunto por meio da participação de todos no ambiente virtual. 6

Na EAD há estratégias para compensar a perda da linguagem corporal como o uso de emoticons e o famoso “internetês”, mas use sempre com cuidado e sem exagero. Lembre-se que o importante é seu posicionamento crítico face ao conteúdo que está sendo abordado.

9 – Postura ética

Não tente se enganar: com a internet é muito fácil copiar indevidamente o trabalho de outras pessoas, mas o que isso lhe acrescenta? Aproveite a oportunidade para desenvolver e/ou exercitar a habilidade da escrita. Citar e incluir trechos dos trabalhos de outras pessoas para fundamentar sua análise é uma prática recomendável, desde que a fonte seja citada. Aproveite esses momentos para trocar opiniões sobre os artigos e revistas pesquisadas.

10 – Revise o material de estudo

Fazer todas as atividades propostas não significa que você realmente absorveu o conteúdo. Na EAD o material de estudo está disponível e organizado em um único lugar – o que facilita o acesso e a revisão. Releia sempre que sentir que não domina o assunto e aproveite para esclarecer suas dúvidas nos fóruns durante o andamento do curso.

11 – Mantenha-se conectado

Os meios de comunicação estão de modificando. As mídias sociais assumiram um lugar de destaque no que diz respeito a circulação de informação e por proporcionar contato constante e de diversas formas (textos curtos, imagens, conteúdos informativos, vídeos, etc.) podem se configurar em uma rede social de conhecimento. Isso significa instigar a busca do conhecimento a todo instante, proporcionando a criação do hábito da curiosidade cognitiva nos estudantes. 7

Clique aqui para baixar a versão em pdf

Referências

1 SOUSA, R.P., MOITA, F.M.C.S.C., CARVALHO, A.B.G. (Org.). Tecnologia digitais na educação – Campina Grande, PB: EDUEPB, 2011. p. 238

2 CARNEIRO, Maria Lúcia Fernandes. Instrumentalização para o ensino a Distância – Coordenado pelo Curso de Graduação Tecnológica – Planejamento e Gestão para o Desenvolvimento Rural da SEAD/UFRGS – Porto Alegre: Editora da UFRGS, 2009. p. 36

3 O e-Learning como ferramenta estratégica para o treinamento e o desenvolvimento de pessoas de organizações, 2013, disponível em: http://www.abed.org.br/ Acesso em 02, mar. 2016.

4 CARNEIRO, op. cit., p. 58

5 MORAN, J. Autonomia e colaboração em um mundo digital – Revista Educatrix, n.7, 2014, Editora Moderna. Disponível em: http://www2.eca.usp.br/moran Acesso em 1, mar. 2016.

6 CARNEIRO, op. cit., p. 56

7 RENÓ, D.P., VERSUTI, A.C. e RENÓ, L.T.L. Educação: uma nova perspectiva a partir da Transmediação e Conectivismo. Revista da Associação Brasileira de Tecnologia Educacional, v. 31, jan/mar/2011. p. 27

Como medir o desempenho das atividades que você realiza?

Você já pensou em como mensurar as atividades importantes do seu dia a dia ou como mostrar quantitativamente os resultados que você entrega?

A quantificação é um recurso rico e poderoso para qualquer área do conhecimento. Podemos dizer que é inerente ao ser humano e contar elementos é a forma mais básica de quantificar. Você já observou que quantificar está presente em nosso cotidiano?

A contagem de itens ou ocorrências é uma forma de quantificação objetiva e empregada em várias áreas do conhecimento. O vendedor precisa quantificar os itens vendidos de cada produto para identificar qual é o líder de vendas, as concessionárias de energia e água medem o consumo para efetuar a cobrança, o profissional de enfermagem precisa medir a temperatura do paciente, bem como outros sinais para obter informações importantes sobre as funções básicas do corpo. Todas essas ações subsidiam a tomada de decisões.

Em nosso dia a dia também utilizamos esse referencial, quando verificamos o nível de bateria do celular ou o combustível do automóvel, mas ao correlacionar esses valores com o percentual de carga da bateria disponível ou a distância a ser percorrida com o automóvel, estamos estabelecendo uma relação. Essa é a base para um indicador, já ouviu falar?

No ambiente de trabalho não é diferente. Pode ser uma fórmula simples, do tipo planejado x realizado, até fórmulas mais elaboradas que envolvem a classificação dos materiais envolvidos e o rendimento dos produtos.

Os indicadores oferecem informações relevantes sobre as atividades e uso dos recursos subsidiando o planejamento e a avaliação dos serviços utilizados. O monitoramento constante favorece a tomada de decisões e a busca de soluções alternativas.

Na área hospitalar o ministério da saúde padronizou a nomenclatura e as medidas básicas em 2002. Dentre os indicadores clássicos podemos citar: média de permanência, taxa de ocupação, intervalo de substituição, índice de giro e mortalidade. Todos estão relacionados a boas práticas e gestão de serviços de saúde. Vale lembrar que os hotéis também utilizam taxas de ocupação na gestão do serviço.

O monitoramento constante de indicadores para o alcance dos resultados almejados é uma atividade imprescindível, assim como a definição das metas e da abordagem estratégica para alcançar os resultados.

Fatores importantes

Outros fatores importantes para o alcance de resultados e que possuem relação direta com o desempenho observado são:

– liderança
– estrutura (definição de competências e níveis de responsabilidade)
– processos bem definidos
– projetos em algumas situações
– pessoas comprometidas e
– comunicação

A comunicação

A comunicação adequada pode ser um diferencial, funcionando como um elemento motivador para os envolvidos no processo. Várias são as formas de comunicar e cada instituição adota uma ou mais. É comum ver os resultados em painéis de gestão à vista, nos murais ou em pauta de reuniões. A utilização de mais de uma forma, pode garantir maior alcance e melhor entendimento sobre os fatores que influenciam os resultados.

Os itens de destaque

Para concluir vamos repassar os itens de destaque: abordamos neste post a quantificação em nosso cotidiano, em algumas áreas profissionais para exemplificar e a relação de uma medida com uma variável do processo, que pode ser tempo ou distância ou outra. Você percebeu que isso transforma a simples quantificação num indicador? Sim, um valor que dá um referencial para a tomada de decisão.

Utilizamos como exemplo de indicadores definidos e padronizados da área hospitalar e listamos os fatores que influenciam o alcance dos resultados.

Quando você planeja suas ações, estabelece que vai medir de forma organizada e sistemática você tem uma medida do seu desempenho.

E você, o que pensa sobre esse tema? Deixe seu comentário ; )

Dica de filme – procedimentos de segurança

A utilização de filmes de cinema como recurso para a aprendizagem e desenvolvimento pessoal é uma prática que permite a expansão das fronteiras do ensino. Uma vez que você prestou atenção no que cada cena pode oferecer é impossível não percebê-la.

Selecionamos e indicamos o filme Plano de Vôo sobre o qual segue a sinopse e a descrição das cenas relativas à abordagem acerca da importância dos procedimentos de segurança.

Observamos também a citação da personagem principal sobre o momento em que os procedimentos foram adotados, uma situação adversa que chocou o mundo.

Sinopse

Kyle Pratt (Jodie Foster) é uma mulher devastada emocionalmente, devido à recente morte súbita de seu marido. Em meio a uma viagem de Berlim a Nova York, estando a mais de 40 mil pés de altitude e a bordo de um moderno avião, Kyle entra em pânico após perceber o desaparecimento de sua filha de 6 anos, Julia (Marlene Lawston). Desesperada, Kyle precisa provar à tripulação e aos passageiros sua sanidade, já que não há pista alguma sobre o paradeiro de Julia, e ao mesmo tempo convencer a si mesmo que não está enlouquecendo.

Descrição da cena indicada

Este filme ilustra muito bem a importância de procedimentos documentados, atualizados e equipe treinada para saber o que fazer em situações que fogem à rotina e impactam na segurança dos envolvidos.  Recomendamos a cena em que a personagem principal Kyle Pratt (Jodie Foster), após perceber o desaparecimento de sua filha e checar informações com a tripulação recebe a notícia de que sua filha não teria embarcado no vôo, argumenta com a comissária de vôo Stephanie (Kate Beahan) e afirma que sua filha foi sequestrada.  Na conversa com o comandante  Rich (Sean Bean) ela cita os protocolos de segurança, implantados após 11 de setembro. Nas cenas seguintes podemos ver a atuação da tripulação na suspeita de um sequestro durante um vôo a 11.000 metros em uma moderna aeronave.

Ficha Técnica do Filme: Flightplan • Título da tradução brasileira: Plano de vôo • Gênero: Suspense, Drama, Mistério • Ano (EUA): 2005 • Produção: Brian Grazer • Estúdio: Imagine Entertainment, Touchstone Pictures • Direção: Robert Schwentke • Ator principal: Jodie Foster • Duração: 98 minutos • Classificação: 14 anos.

Esse filme está disponível no Youtube em: https://youtu.be/n_JyqWqeR-w

Fonte (sinopse): http://www.adorocinema.com/filmes/filme-56996/ 

Quando iniciar o processo de acreditação hospitalar?

Iniciar um processo de acreditação hospitalar será uma decisão fácil se a instituição tiver processos padronizados, gerenciar adequadamente rotinas e racionalizar a utilização de recursos, elementos básicos para a eficiência e qualidade das operações internas. Mas pode ser uma decisão cada vez mais complexa se a instituição esperar esses elementos como resultados do processo de acreditação1.

A medida que o conhecimento sobre o tema avança os padrões são atualizados e, consequentemente, aumenta a complexidade para as instituições iniciantes.

Não há como reverter a velocidade desse processo, pois não é o único que avança. O ambiente sofre mudanças devido aos avanços tecnológicos, alterações na economia, na legislação e a disponibilidade de recursos também influenciam. A única forma de acompanhar as mudanças nos padrões de qualidade é acelerar as iniciativas internas e embarcar.

Uma vez iniciado o processo o ritmo de aprendizado das equipes é vigoroso e em pouco tempo todos se ajustam à velocidade, pois cada nova informação agregada encontrará conexão com o conhecimento já adquirido. A periodicidade das avaliações, estabelecida pelas instituições acreditadoras, também compõem esse complexo sistema de qualidade e segurança do paciente com uma função adicional: manter as conquistas obtidas.

Obter o manual de padrões para a acreditação e iniciar a preparação é um passo importante, lembrando que será necessário, um amplo processo educacional para discutir de forma aprofundada os detalhes do modelo adotado. Vincular o início do processo ao período de atualização dos padrões pode fazer alguma diferença. Assim que for publicada uma nova versão dos padrões você inicia o processo e, assim sua instituição terá três anos para aprofundar seus conhecimentos e se adequar aos padrões para obter a acreditação. Mas é importante lembrar que a sensibilização das equipes e estudo dos padrões deve iniciar antes, pois assim sua equipe terá a dimensão das mudanças que ocorrem nas revisões. Mas o prazo já estará definido, se perder o primeiro prazo deverá se ajustar ao novo padrão com mais rapidez ainda.

No início o processo de acreditação hospitalar requer um trabalho de sensibilização para a mudança que se apresenta e, como ocorre em qualquer mudança, é necessário enfrentar a resistência de alguns grupos profissionais. A adesão dos profissionais, incluindo liderança, corpo clínico e colaboradores foi apontada como uma das principais dificuldades no relato de caso apresentado por Moreno, Dias e Kelian no Qualihosp 20152. As outras dificuldades citadas foram a disseminação da cultura da qualidade e segurança, aspectos financeiros e a estrutura físico-funcional.

Nesse cenário é importante lembrar que a visão estratégica da qualidade não aconteceu da noite para o dia. Esse movimento tem suas bases na cultura norte americana, na qual os programas de qualidade estavam baseados em controles de processos, custos da qualidade e zero defeitos. Mas diversas forças externas contribuíram relacionando as perdas de rentabilidade e de participação no mercado com a má qualidade, além de processos de indenização e pressões do governo. A qualidade passou a ser definida então, do ponto de vista do cliente. Mas essa definição esbarrou no atendimento das especificações técnicas, que passou a ser secundária com o surgimento de outras demandas, como por exemplo a pesquisa de mercado3.

Relatos informais colhidos durante a participação em cursos e eventos destacam que não existe um único modelo bem-sucedido de gestão estratégica da qualidade. As necessidades são diferentes, as culturas organizacionais são diversas, mas mesmo assim existem temas comuns a todas as empresas que buscam melhorar a qualidade de seus produtos que é o alinhamento, a união de esforços de empregados e gerentes em torno da qualidade.

Não basta ter uma orientação da alta direção para que um programa de qualidade de fato seja implementado, assim como também não é suficiente um movimento apenas da base operacional. É preciso unir os esforços associando-os diretamente aos objetivos da empresa e a história tem evidenciado que isso garantiu a sobrevivência de muitas empresas.

A busca pela qualidade na saúde é inevitável, pois não há como suportar os custos de retrabalho, de processos ineficientes e eventuais processos em fóruns legais que influenciam negativamente a imagem da instituição.

Se a sua instituição ainda não começou, defina um caminho e start o processo. É aprendizado garantido.

 

Saiba mais em:

1- Araújo CAS, Figueiredo OHS, Figueiredo KF. O que motiva os hospitais brasileiros a buscar acreditação? Revista de Gestão em Sistemas de Saúde. [publicação on-line] 2015. [acesso em 1 mar 2017]. Disponível em: http://www.coppead.ufrj.br/upload/publicacoes/111-819-1-PB_1.pdf.

2- Moreno MCTS, Dias KC e Kelian, A.R. Pesquisa de Abandono de Certificação de Qualidade em Saúde. ANAIS do Qualihosp; 82-83, 2015. São Paulo.

3- Garvin, D. Gerenciando a Qualidade: a visão estratégica e competitiva. Rio de Janeiro, Qualitymark Ed., 1992.