Validação de indicadores

Em meu post anterior, metas e medidas de desempenho, abordei o tema indicadores de uma forma bem ampla e aspectos que devem ser observados na definição de indicadores. Esse é um tema que oferece muitas oportunidades de discussão, principalmente para quem está começando.

Uma vez definido e implementado os indicadores, um processo de comparação de resultados inicia-se e você vai avalia-los em relação a períodos anteriores e também frente as ações implementadas por você e sua equipe para o alcance da meta estabelecida.  Nesse movimento você irá observar se sua meta foi bem definida, se a metodologia que você utilizou para defini-la foi a mais adequada dentre outros detalhes. Essa reflexão poderá trazer importantes contribuições e melhorias no processo de gestão da informação.

É importante ressaltar que um indicador precisa também transmitir confiabilidade. Como você garante que a coleta de dados foi feita conforme estabelecido? O que você faria se uma medição sofresse uma alteração inexplicável? Uma alteração assim pode ter duas origens: a) houve mesmo um aumento ou queda da demanda ou em uma das variáveis mensuradas ocasionando a alteração ou, b) houve um desvio na consolidação dos dados. Como você vai demonstrar que sua equipe está atenta a isso, garantindo assim a confiabilidade do indicador? Qual evidência objetiva será apresentada frente a um questionamento?

Uma nova coleta de dados, seguindo rigorosamente a descrição contida na ficha do indicador e realizada por outra pessoa não envolvida no processo irá demonstrar o que de fato ocorreu. Isso é uma validação. Segundo a Anvisa validação é o “ato documentado que atesta que qualquer procedimento, processo, equipamento, material, atividade ou sistema realmente e consistentemente leva aos resultados esperados”.

A partir deste diagnóstico e análise estará demonstrada a confiabilidade do resultado apresentado. Como mencionado acima a validação é bem ampla e não se restringe a indicadores, se aplica também a processos, projetos e sistemas.

Por que é recomendado que outra pessoa, não envolvida no processo, realize a validação? As vezes estamos tão acostumados com uma atividade que a realizamos quase que mecanicamente. Outro olhar poderá estar mais atento aos detalhes que passaram, assim como poderá ter ideias para melhorias no processo.

Na validação de indicadores, uma alteração inexplicável no resultado não seria o único motivo para iniciar uma validação. Mudanças da fonte de dados (a coleta era manual e passou a ser informatizada, por exemplo), troca da pessoa responsável pela coleta de dados, publicação dos dados internamente ou na internet  e mudanças no escopo do indicador também são motivos para a validação.

Por onde começar? Crie um formulário para o registro da validação com campos adequados para contemplar cada uma das situações previstas e também para ações desencadeadas após a validação. Essas ações podem ser desde a correção da medição registrada inicialmente, melhorias na ficha do indicador (descrição de como será realizada a coleta de dados ou atualização da fonte de dados), entre outras. Cada realidade é única e o processo deve retratar a sua realidade. Lembre-se, um processo também passa por revisões e elas podem ser iniciadas a qualquer momento, são sempre bem-vindas.

Registre sistematicamente cada validação realizada e não esqueça de verificar se houve alteração nos resultados, pois este dado pode ser revelador com o tempo. Depois de um período você verá quais são os motivos mais frequentes e poderá propor novas ações.

Tem alguma dúvida sobre esse tema? Comente o post que nós teremos o prazer de saná-la!

 

Referências:

Brasil, Ministério da Saúde. RDC N 17 que dispõe sobre  as boas práticas de fabricação de medicamentos. Disponível em: https://bit.ly/2k11Oct

Metas e medidas de desempenho

Você já pensou em como mensurar as atividades importantes do seu dia a dia ou como mostrar quantitativamente os resultados que você entrega?

Disseminar esse conceito numa instituição hospitalar é um desafio, mas o aprendizado e crescimento das equipes compensa todo o investimento.

O monitoramento constante favorece a tomada de decisões e a busca de soluções alternativas enquanto ainda dá tempo de influenciar o resultado.

Na área hospitalar o ministério da saúde padronizou a nomenclatura e as medidas em 2002. Dentre os indicadores clássicos podemos citar: média de permanência, taxa de ocupação, intervalo de substituição, índice de giro e mortalidade. Todos estão relacionados a boas praticas e gestão de serviços de saúde.

Assim como os sinais vitais apresentam informações importantes sobre as funções básicas do corpo, subsidiando a tomada de decisões dos profissionais de saúde, os indicadores oferecem informações fundamentais sobre as atividades e uso dos recursos na unidade hospitalar, subsidiando o planejamento e a avaliação dos serviços utilizados.

O monitoramento constante de indicadores para o alcance dos resultados almejados é uma atividade imprescindível, assim como a definição das metas e da abordagem estratégica que a instituição vai adotar. Algumas estratégias, tais como gestão da qualidade e de riscos, perpassam todos os setores da instituição e requerem esforços e comprometimento não só de gestores, mas de todos os colaboradores.

Outros fatores importantes para o alcance de resultados e que possuem relação direta com o desempenho observado são:

– liderança
– estrutura (definição de competências e níveis de responsabilidade)
– processos bem definidos
– projetos em algumas situações
– pessoas comprometidas e
– comunicação

Estabelecer como os resultados serão compartilhados para acompanhamento pelos envolvidos no processo, pode funcionar como um elemento motivador. Essa é a etapa da comunicação do desempenho. Várias são as formas de comunicar e cada instituição adota uma ou mais. É comum ver os resultados em painéis de gestão à vista, nos murais ou em pauta de reuniões. Recomenda-se a utilização de mais de uma forma, para garantir maior alcance e entendimento sobre os fatores que influenciam os resultados.

E você, o que pensa sobre esse tema?

 

Referências:

Brasil. Ministério da Saúde. Padronização da nomenclatura do censo hospitalar / Ministério da Saúde, Secretaria de Assistência à Saúde, Departamento de Sistemas e Redes Assistenciais. – 2.ed. revista – Brasília: Ministério da Saúde, 2002. Disponível em:

http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/padronizacao_censo.pdf

Dica de filme – procedimentos de segurança

A utilização de filmes de cinema como recurso para a aprendizagem e desenvolvimento pessoal é uma prática que permite a expansão das fronteiras do ensino. Uma vez que você prestou atenção no que cada cena pode oferecer é impossível não percebê-la.

Selecionamos e indicamos o filme Plano de Vôo sobre o qual segue a sinopse e a descrição das cenas relativas à abordagem acerca da importância dos procedimentos de segurança.

Observamos também a citação da personagem principal sobre o momento em que os procedimentos foram adotados, uma situação adversa que chocou o mundo.

Sinopse

Kyle Pratt (Jodie Foster) é uma mulher devastada emocionalmente, devido à recente morte súbita de seu marido. Em meio a uma viagem de Berlim a Nova York, estando a mais de 40 mil pés de altitude e a bordo de um moderno avião, Kyle entra em pânico após perceber o desaparecimento de sua filha de 6 anos, Julia (Marlene Lawston). Desesperada, Kyle precisa provar à tripulação e aos passageiros sua sanidade, já que não há pista alguma sobre o paradeiro de Julia, e ao mesmo tempo convencer a si mesmo que não está enlouquecendo.

Descrição da cena indicada

Este filme ilustra muito bem a importância de procedimentos documentados, atualizados e equipe treinada para saber o que fazer em situações que fogem à rotina e impactam na segurança dos envolvidos.  Recomendamos a cena em que a personagem principal Kyle Pratt (Jodie Foster), após perceber o desaparecimento de sua filha e checar informações com a tripulação recebe a notícia de que sua filha não teria embarcado no vôo, argumenta com a comissária de vôo Stephanie (Kate Beahan) e afirma que sua filha foi sequestrada.  Na conversa com o comandante  Rich (Sean Bean) ela cita os protocolos de segurança, implantados após 11 de setembro. Nas cenas seguintes podemos ver a atuação da tripulação na suspeita de um sequestro durante um vôo a 11.000 metros em uma moderna aeronave.

Ficha Técnica do Filme: Flightplan • Título da tradução brasileira: Plano de vôo • Gênero: Suspense, Drama, Mistério • Ano (EUA): 2005 • Produção: Brian Grazer • Estúdio: Imagine Entertainment, Touchstone Pictures • Direção: Robert Schwentke • Ator principal: Jodie Foster • Duração: 98 minutos • Classificação: 14 anos.

Esse filme está disponível no Youtube em: https://youtu.be/n_JyqWqeR-w

Fonte (sinopse): http://www.adorocinema.com/filmes/filme-56996/ 

Quando iniciar o processo de acreditação hospitalar?

Iniciar um processo de acreditação hospitalar será uma decisão fácil se a instituição tiver processos padronizados, gerenciar adequadamente rotinas e racionalizar a utilização de recursos, elementos básicos para a eficiência e qualidade das operações internas. Mas pode ser uma decisão cada vez mais complexa se a instituição esperar esses elementos como resultados do processo de acreditação1.

A medida que o conhecimento sobre o tema avança os padrões são atualizados e, consequentemente, aumenta a complexidade para as instituições iniciantes.

Não há como reverter a velocidade desse processo, pois não é o único que avança. O ambiente sofre mudanças devido aos avanços tecnológicos, alterações na economia, na legislação e a disponibilidade de recursos também influenciam. A única forma de acompanhar as mudanças nos padrões de qualidade é acelerar as iniciativas internas e embarcar.

Uma vez iniciado o processo o ritmo de aprendizado das equipes é vigoroso e em pouco tempo todos se ajustam à velocidade, pois cada nova informação agregada encontrará conexão com o conhecimento já adquirido. A periodicidade das avaliações, estabelecida pelas instituições acreditadoras, também compõem esse complexo sistema de qualidade e segurança do paciente com uma função adicional: manter as conquistas obtidas.

Obter o manual de padrões para a acreditação e iniciar a preparação é um passo importante, lembrando que será necessário, um amplo processo educacional para discutir de forma aprofundada os detalhes do modelo adotado. Vincular o início do processo ao período de atualização dos padrões pode fazer alguma diferença. Assim que for publicada uma nova versão dos padrões você inicia o processo e, assim sua instituição terá três anos para aprofundar seus conhecimentos e se adequar aos padrões para obter a acreditação. Mas é importante lembrar que a sensibilização das equipes e estudo dos padrões deve iniciar antes, pois assim sua equipe terá a dimensão das mudanças que ocorrem nas revisões. Mas o prazo já estará definido, se perder o primeiro prazo deverá se ajustar ao novo padrão com mais rapidez ainda.

No início o processo de acreditação hospitalar requer um trabalho de sensibilização para a mudança que se apresenta e, como ocorre em qualquer mudança, é necessário enfrentar a resistência de alguns grupos profissionais. A adesão dos profissionais, incluindo liderança, corpo clínico e colaboradores foi apontada como uma das principais dificuldades no relato de caso apresentado por Moreno, Dias e Kelian no Qualihosp 20152. As outras dificuldades citadas foram a disseminação da cultura da qualidade e segurança, aspectos financeiros e a estrutura físico-funcional.

Nesse cenário é importante lembrar que a visão estratégica da qualidade não aconteceu da noite para o dia. Esse movimento tem suas bases na cultura norte americana, na qual os programas de qualidade estavam baseados em controles de processos, custos da qualidade e zero defeitos. Mas diversas forças externas contribuíram relacionando as perdas de rentabilidade e de participação no mercado com a má qualidade, além de processos de indenização e pressões do governo. A qualidade passou a ser definida então, do ponto de vista do cliente. Mas essa definição esbarrou no atendimento das especificações técnicas, que passou a ser secundária com o surgimento de outras demandas, como por exemplo a pesquisa de mercado3.

Relatos informais colhidos durante a participação em cursos e eventos destacam que não existe um único modelo bem-sucedido de gestão estratégica da qualidade. As necessidades são diferentes, as culturas organizacionais são diversas, mas mesmo assim existem temas comuns a todas as empresas que buscam melhorar a qualidade de seus produtos que é o alinhamento, a união de esforços de empregados e gerentes em torno da qualidade.

Não basta ter uma orientação da alta direção para que um programa de qualidade de fato seja implementado, assim como também não é suficiente um movimento apenas da base operacional. É preciso unir os esforços associando-os diretamente aos objetivos da empresa e a história tem evidenciado que isso garantiu a sobrevivência de muitas empresas.

A busca pela qualidade na saúde é inevitável, pois não há como suportar os custos de retrabalho, de processos ineficientes e eventuais processos em fóruns legais que influenciam negativamente a imagem da instituição.

Se a sua instituição ainda não começou, defina um caminho e start o processo. É aprendizado garantido.

 

Referências:

1- Araújo CAS, Figueiredo OHS, Figueiredo KF. O que motiva os hospitais brasileiros a buscar acreditação? Revista de Gestão em Sistemas de Saúde. [publicação on-line] 2015. [acesso em 1 mar 2017]. Disponível em: http://www.coppead.ufrj.br/upload/publicacoes/111-819-1-PB_1.pdf.

2- Moreno MCTS, Dias KC e Kelian, A.R. Pesquisa de Abandono de Certificação de Qualidade em Saúde. ANAIS do Qualihosp; 82-83, 2015. São Paulo.

3- Garvin, D. Gerenciando a Qualidade: a visão estratégica e competitiva. Rio de Janeiro, Qualitymark Ed., 1992.

O site está de cara nova!

No universo da qualidade estamos constantemente mensurando, analisando e propondo melhorias, o que gera mudanças em todos as dimensões. Com a gestão do site não foi diferente e decidimos mudar, transformá-lo.

Essa iniciativa mantém o alinhamento à proposta inicial que é contribuir para a transformação e também com o aprimoramento contínuo, uma necessidade real na área de gestão da qualidade em saúde. E isso não é só uma percepção minha, mas também a de experts como Couto e Pedrosa:

 as organizações não suportarão mais custos relacionados com a má qualidade, tais como custos de retrabalho, custos com processos ineficientes, custos de eventuais processos nos organismos de defesa do consumidor ou outros fóruns legais.”

Começamos com a transformação dos cursos em auto-instrucionais, cujo maior benefício é o estimulo a autoaprendizagem, para promoção de participantes com maior responsabilidade pelo seu desenvolvimento profissional e capazes de associar o conhecimento adquirido à prática. Outro benefício é permitir a inscrição a qualquer momento, não sendo necessário aguardar formação de turma atendendo assim às necessidades individuais dos interessados.

Atualmente todos os cursos seguem esse formato e são gratuitos.

Mas afinal o que mudou no site? Agora ele tem todos os recursos para interação com os leitores e assinantes. Outra mudança importante foi a adaptação do conteúdo, inicialmente desenvolvido para o AVA Moodle, para o formato de página web desenvolvida em WordPress.

Adoro o Moodle, mas estava ficando impossível  trabalhar com ele sem um programador expert. As mudanças promoveram um período de intensa aprendizagem e busca sobre plugins, pois tudo nesse WordPress funciona a base de plugin, mas vou falar a respeito deles em outro post. Naveguem à vontade e postem suas impressões.

Referência:

COUTO R.C.; PEDROSA T.M.G. Hospital: Acreditação e gestão em saúde. 2. Ed. – Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.

VII Jornada Educação a Distância

A Artesanato Educacional promoverá em 27 de Maio de 2017 a VII Jornada Educação a Distância.

Já participaram nas edições anteriores da Jornada nomes de destaque no uso de tecnologias em educação e em educação a distância, como Marco Silva, Susane Garrido, Cristiana Mattos Assumpção, Romero Tori, Lynn Alves, Robson Santos da Silva, Eliane Schlemmer, José Manuel Moran, José Armando Valente, Andrea Filatro, Lúcia Santaella, Maria Elizabeth Bianconcini de Almeida, Martha Gabriel, Daniel Mill, Patricia Alejandra Behar, Daniel Gohn, Fredric Litto, Vani Kenski, Stavros Xanthopoylos, Martin Dougiamas e Fabricio Chiantia.

Onde estamos e para onde caminhamos em Tecnologia Educacional e Educação a Distância? Metodologias Ativas, Blended Learning, Aprendizagem baseada em Projetos, Sala de Aula Invertida, Games e Gamificação em Educação, Educação sem Distância, Formação de Professores para VideoAulas, Pré-Edição de Vídeo e Edição de Vídeos, dentre outros temas, serão debatidos por você e pelos principais especialistas no Brasil.

Além de palestras, cara a cara, debates, apresentações, demonstrações e workshops, o pagamento da inscrição inclui welcome coffee, coffee-break e sorteios. Haverá também uma feira de livros de EaD, tecnologia e educação e sessões de autógrafos com autores.

A VII Jornada Educação a Distância é direcionada a professores, tutores, profissionais de mídias sociais e tecnologia, gestores de educação a distância e instituições de ensino, empresas, universidades corporativas e todos aqueles que se interessam por educação e tecnologia.

A Jornada é organizada pela Artesanato Educacional e coordenada por João Mattar, com apoio da UNISA – Universidade Santo Amaro, da ABED – Associação Brasileira de Educação a Distância, da ABT – Associação Brasileira de Tecnologia Educacional e do TIDD – Programa de Pós-Graduação em Tecnologias da Inteligência e Design Digital da PUC-SP.

A VII Jornada Educação a Distância será realizada no dia 27 de Maio de 2017, sábado, das 08:00 às 18:00 horas no auditório da Unisa – Universidade de Santo Amaro – Rua Isabel Schmidt, 349 – Santo Amaro – São Paulo – SP.

Fonte: http://eadfa7.blogspot.com.br/p/sobre.html

1º Congresso Brasileiro de Tendências e Inovação na Educação

Quais são os desafios de educar com qualidade no século 21 e quais estratégias podem ajudar nessa missão? Para discutir o tema, profissionais da área educacional estarão presentes no 1º Congresso Brasileiro de Tendências e Inovação na Educação, que acontece no dia 8 de abril de 2017, em Campinas.

Realizado pelo Instituto Brasileiro de Formação de Educadores (IBFE), o Congresso conta com apoio do Porvir.

As 10 horas de programação serão divididas em palestras, debates, atividades e painéis. Um deles será comandado pelo Porvir, que irá apresentar os resultados da pesquisa Nossa Escola em (Re)Construção, iniciativa que ouviu o que mais de 132 mil jovens acham e esperam da escola.

A primeira palestra do dia fica a cargo do especialista em futuro, tendências e inovação, Luis Rasquilha. Já o segundo horário terá como tema “Imigrantes digitais educando nativos digitais”, comandado pela mestre em educação, Carolina Defilippi.

O professor de neurociência aplicada à educação, Alexandre Rezende, comanda a terceira palestra. Em seguida, o autor do livro “Métodos de ensino para nativos digitais”, Marcelo Veras, fala sobre as competências do professor do futuro.

Além desses debates, os participantes poderão fazer atividades em dois espaços. No espaço 1, chamado “Corpo e Mente”, serão abordados temas como: neurociência, psicopedagogia, psicomotricidade, esporte e treinamento. As práticas irão trabalhar habilidades como autocontrole e memória de trabalho.

No espaço 2, de Gestão e Inovação, serão apresentados indicadores de impacto na gestão de escolas e algumas experiências e metodologias inovadoras de sala de aula. No terceiro e último espaço, com o tema “ensino de matemática, alfabetização, arte e educação e educação inclusiva”, serão apresentadas experiências sobre o ensino da matemática no contexto inclusivo e práticas de escrita e arte.

Estudantes de graduação e pós-graduação, educadores, gestores, e os demais interessados podem realizar a inscrição nesse link. Até o dia 30 de dezembro, o investimento no Congresso é de R$ 90. Depois dessa data, passa a ser R$ 100.

Fonte: Porvir

VII Encontro Brasileiro de Educomunicação

A educomunicação é um paradigma orientador de práticas que têm como objetivo o fortalecimento do protagonismo dos sujeitos sociais, mediante a gestão compartilhada e solidária das tecnologias da informação, num exercício prático do direito universal à expressão.

Visível nas ações do movimento social, em toda a América Latina, a partir dos anos de 1960, através da comunicação alternativa e da educação popular, o conceito, sistematizado pelo NCE/USP, em 1999, tem como seu principal desafio, hoje, converter-se em política pública, em condições de beneficiar, no Brasil, um público representado por um total aproximado de dois milhões e meio de professores e mais de 50 milhões de estudantes do ensino básico, além de milhares de agentes culturais que se dedicam à educação não formal.

No Brasil, a educomunicação tem sido levada a setores sociais voltados para as áreas da educação em saúde, em sustentabilidade e em meio ambiente, através de ações que primam pelo emprego de procedimentos dialógicos e participativos de comunicação.

A pesquisa sobre o conceito e o esforço para difundir sua prática tem caracterizado a ação de aproximadamente 18 centros de pesquisas, em todo o Brasil, com mais de 120 teses publicadas sobre o tema. Nesse sentido, a ABPEducom (Associação Brasileira dos Pesquisadores e Profissionais da Educomunicação) organiza, em São Paulo, em novembro de 2016, juntamente com a Unesco e com o apoio do NCE (Núcleo de Comunicação e Educação)-USP, o VII Encontro Brasileiro de Educomunicação, com o tema Media and Information Literacy: New Paradigms for Intercultural Dialogue

A inscrição para assistir ao evento encerra em 25 de outubro de 2016. Os inscritos poderão assistir às atividades do evento entre os dias 03, 04 e 05 de novembro. Para saber mais acesse http://www.viieducom.com/inscricoes-como-ouvinte

Clique aqui e confira a programação: http://www.viieducom.com/programacao

Fonte: http://www.viieducom.com/ 

UEaDSL 2016.2 – Diversidades

O Grupo Texto Livre da UFMG, em parceria com Centro de Apoio à Educação a Distância (CAED/UFMG), realizará, de setembro a novembro de 2016, UEADSL – Universidade, EaD e Software Livre, com o tema Diversidades. Totalmente gratuito e online, o UEADSL é realizado integralmente com softwares livres, constituindo, assim, um recurso educacional aberto.

O evento foi criado e é coordenado pelo Grupo Texto Livre, sediado na Faculdade de Letras e conta também com apoio do CNPq, da Pró-Reitoria de Extensão, da Pró-Reitoria de Graduação, da Pró-Reitoria de Assuntos Estudantis, da Diretoria da FALE, dentre outros. O UEADSL foi concebido como um espaço de produção textual acadêmica e de divulgação dos textos elaborados pelos alunos da faculdade, com participação aberta à comunidade geral.

Desde 2010, o evento vem ocorrendo com grande participação e seu sucesso despertou interesse de outras instituições da universidade, como o Caed, que pretende estendê-lo ao público dos cursos a distância dos quais é apoiador. O evento se estenderá de 01 de setembro a 25 de novembro de 2016 e contemplará etapas que vão desde a submissão dos trabalhos à apresentação dos mesmos no evento on-line, numa proposta inovadora que compreende a orientação da produção dos trabalhos acadêmicos pelos membros do Grupo Texto Livre.

Objetivos

  • Proporcionar espaço para a discussão e a reflexão;
  • Promover intercâmbio de experiências, possibilitando congregar pesquisadores, profissionais e estudiosos e comunidade geral;
  • Propiciar aos participantes um espaço para a problematização e elaboração de novos conhecimentos e campos de análise para suas práticas;
  • Incentivar a produção e a socialização de produções acadêmicas;
  • Estimular a utilização de software livre;
  • Fortalecer grupos e linhas de pesquisa sob as temáticas do evento;
  • Criar grupos de colaboração interinstitucional sobre as temáticas do evento;

Público-Alvo

  • Alunos dos cursos de graduação e pós-graduação a distância da UFMG;
  • Alunos dos cursos de graduação e pós-graduação presencial da UFMG;
  • Profissionais da universidade envolvidos e interessados nas temáticas do evento;
  • Profissionais em geral envolvidos e interessados nas temáticas do evento;
  • Comunidade em geral.

Inscrições: https://www.ufmg.br/ead/ueadsl/programacao.html

Fonte: https://www.ufmg.br/ead/ueadsl/index.html

SIED:EnPED: 2016

O SIED:EnPED: 2016 propõe como foco dos debates e reflexões o tema “Formação, Tecnologias e Cultura Digital”. Desta forma, o objetivo principal é propiciar um espaço de análise sobre as implicações diretas e indiretas da utilização pedagógica das tecnologias na Educação no contexto atual. Assume-se como pressuposto que a Educação não pode andar na contramão da realidade histórico-cultural e que o uso de recursos tecnológicos de interação, informação e comunicação precisa ser considerado na educação de qualidade. Assim, o momento atual representa, por um lado, um grande desafio aos educadores, estudantes, gestores e governantes, e, por outro, um terreno fértil para reflexões e amadurecimento das ações que envolvem a relação entre Educação e tecnologias.

Assim como nas edições de 2012 e 2014, o SIED:EnPED: 2016 ocorrerá em torno de seis eixos temáticos, quais sejam:

1 – Processo de ensino-aprendizagem aberto, flexível e a distância. Aqui, a proposta é identificar os desafios e as possibilidades de aproximações entre educação presencial e a distância. Para tanto serão abordadas a flexibilidade pedagógica, a EaD como estratégia de redução da distância entre a educação formal e o mundo do trabalho e necessidades de infraestrutura organizacional e pedagógica em propostas educacionais híbridas.

2 – Pesquisa e produção do conhecimento em educação, tecnologias e linguagens. Em torno desse eixo, estarão os debates sobre estratégias e instrumentos metodológicos na coleta e análise de dados, temas silenciados na pesquisa, bem como a respeito da qualidade das redes colaborativas de produção de conhecimento em educação e a pesquisa realizada na área.

3 – O estudante da EaD em foco. Pretende-se debater aspectos relacionados ao perfil e necessidades formativas desse estudante, estratégias de estudo pela EaD, serviços de apoio ao aluno e os conceitos de autonomia, identidade e coletividade na aprendizagem virtual.

4 – Inovação em Educação e Tecnologias Digitais. Objetiva-se abordar diferentes multidispositivos tecnológicos e múltiplas mídias para educação, considerando a acessibilidade e a inclusão, bem como estratégias virtuais de apoio à formação e jogos educativos.

5 – Qualidade na Educação a Distância e a democratização do conhecimento. Nesse eixo, a proposta é refletir sobre a EaD como estratégia de democratização do ensino superior e sobre os desafios da gestão e para a sua institucionalização.

6 – Educação e tecnologias: formação e atuação de educadores/profissionais. Espaço e momento de reflexões sobre a docência na EaD – aprendizagem e desenvolvimento profissional – condições de trabalho e o uso de tecnologias em processos formativos coletivos.

Público-alvo

O SIED:EnPED:2016 destina-se a profissionais e estudantes interessados em pensar a educação de qualidade para o presente e para o futuro; a pesquisadores envolvidos com atividades de educação a distância ou educação mediada pelas tecnologias digitais de informação e comunicação, incluindo professores universitários, tutores, gestores, estudantes (pós-graduação e graduação), professores da educação básica e demais profissionais interessados na temática.

Configuração do evento

O SIED:EnPED:2016 será realizado em duas etapas: uma virtual e outra presencial. Na Etapa Virtual, especialistas promoverão sessões de debate temático pelo ambiente virtual, com o apoio de moderadores/animadores durante discussões. Ao final do período dos debates virtuais, serão feitas sínteses das discussões para apresentação nas mesas-redondas presenciais. A Etapa Virtual ocorrerá no período de 8 a 25 de setembro de 2016.

A parte presencial do SIED:EnPED: 2016 será composta por mesas-redondas, apresentação de trabalhos na forma de pôster e comunicação oral, além de atividades diversas, como oficinas, lançamentos de livros e apresentações culturais. Há a pretensão de transmitir as apresentações do evento também por webconferência. A Etapa Presencial ocorrerá no período de 26 a 27 de setembro de 2016, em São Carlos – SP.

Fonte: http://www.sied-enped2016.ead.ufscar.br/